JOKER: O QUE ESPERAR?

Expectativas e previsões acerca da obra



      Poucos filmes na história do cinema causaram um rebuliço tão grande na cultura nerd quanto este filme solo do Coringa estrelado por Joaquin Phoenix. E olhe que ele nem fora lançado ainda, mas apenas as dezenas de premiações e elogios que a película recebeu dos críticos em geral já fora o suficiente para elevar o hype dos fãs de quadrinhos nas alturas.
      E surfando na onda desse hype eu decidi escrever este texto expressando minhas opiniões acerca deste novo filme, relatando as minhas expectativas em relação a tal obra, e também citando algumas previsões pessoais relativas ao enredo e ao tom deste longa-metragem.
      Antes de começar a tecer meu comentários, eu só gostaria de salientar que o palhaço do crime de Gotham City é, em minha humilde opinião, o maior vilão da história do entreterimento, e sempre esteve entre os meus vilões favoritos das hqs; além, é claro, de figurar em minha lista de maiores antagonistas da história da sétima arte, lugar este que fora conquistado por ele após a brilhante performance de Heath Ledger em Batman - O cavaleiro das trevas, de Christopher Nolan.
      Agora que já deixei claro toda a minha paixão pelo personagem, eu posso dizer, sem nenhum peso na consciência, que as minhas expectativas para este filme são as melhores possíveis, e as razões para elas vão desde o elenco até o roteiro da obra.
      Quando fora confirmado que o ator Joaquin Phoenix assumiria o papel de Coringa no filme solo do personagem, eu fiquei em êxtase. O ator sempre se mostrou ser um dos artistas mais talentosos da década, e é, em minha opinião, um dos poucos atores que pode bater no peito e falar sem pudor algum que não tem uma performance ruim em sua carreira. Após eu ver nos trailers ele com a maquiagem completa, eu fiquei ainda mais hypado, e agora, com todos os prêmios e elogios que ele está recebendo pela sua atuação, eu já estou quase cravando ele como um dos favoritos ao Oscar sem nem ter visto o filme.
      Outro ator que merece destaque nesse elenco estrelado é o lendário Robert de Niro, que não só vai ter um papel fundamental dentro da trama, vivendo um apresentador de televisão que se torna um dos principais responsáveis pelo nascimento do Coringa, como também teve um importante papel no desenvolvimento e criação do enredo e da atmosfera do filme, haja vista que inúmeros de seus filmes clássicos como Taxi Driver, Touro Indomável, e especialmente O rei da comédia, serviram como fonte de inspiração para a construção de ambos.
      E por fim eu gostaria de salientar a genialidade por trás do roteiro de Todd Phillips e Scott Silver, que possui como tema principal o questionamento acerca do quanto de porradas que um ser humano pode aguentar em sua vida, antes de sucumbir à loucura. E esse aspecto do roteiro é algo que vem diretamente da Hq Piada Mortal, de Alan Moore, gibi este que conta a história mais conhecida e aceita acerca da origem do Coringa e de sua psicopatia. Tal obra literária descrevia também em mais detalhes toda a extensão da loucura do palhaço do crime, que tomou para si a convicção de que a única coisa que separa um humano são da completa insanidade é um mísero dia ruim. Basta uma pessoa, qualquer uma, desde o padeiro até o presidente da república, ter um dia ruim apenas, que ela irá perder toda a sua sanidade e sucumbir à loucura, usando dela não como um atalho ou uma escada, mas como uma válvula de escape do mundo em que vivemos.
      A única diferença é que na HQ de 1988, para fazer o Coringa ter o seu dia ruim e sucumbir à psicopatia, fora preciso o jogar em um tanque de ácido. No filme de 2019, bastou jogá-lo em meio à nossa sociedade.
      Em síntese, as minhas expectativas para este filme são as melhores possíveis, e acredito que ele possui plenas condições de entrar não só para a história das adaptações literárias, como também para a história do cinema como um todo.



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