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Crítica: O Rei Do Show - Conquistando corações, mas e o Oscar?


      Até então esquecido no século passado, o gênero musical fez seu retorno triunfal à Hollywood no último ano nas mãos de Damien Chazelle com La La Land. Agora, o musical da vez é “O Rei do Show” que chegou às telonas com um elenco de peso envolvendo Hugh Jackman e Michele Willians, Zendaya e Zac Efron nessa produção com trilha sonora de Benj Pasek e Justin Paul criadores do musical da Broadway Dear Even Hansen. Mas será que The Greatest Showman é mesmo o musical do ano?

Sinópse:
      De origem humilde e desde a infância sonhando com um mundo mágico, P.T. Barnum (Hugh Jackman) desafia as barreiras sociais se casando com a filha do patrão do pai e dá o pontapé inicial na realização de seu maior desejo abrindo uma espécie de museu de curiosidades. O empreendimento fracassa, mas ele logo vislumbra uma ousada saída: produzir um grande show estrelado por freaks, fraudes, bizarrices e rejeitados de todos os tipos. - Adoro Cinema


ROTEIRO: 
NOTA: 4,5

      Escrito por Jenny Bicks e Bill Condon, o roteiro do filme embora interessante e trazendo discussões importantíssimas para o meio Hollywoodiano, tem falhas de ritmo e continuidade explícitas e não apresenta uma demarcação concreta dos três atos. Além disso, os roteiristas resolveram nos apresentar dois pares românticos, o primeiro (e protagonista) interpretado pelo Hugh Jackman e a Michele Willians e o segundo (coadjuvante) interpretado pela Zendaya e o Zac Efron e também nos apresentaram a história das “aberrações” do circo. 
      O problema aqui, foi, além da quantidade de tramas, o modo como elas foram desenvolvidas, de forma que o filme não se aprofunda em nenhuma delas e o espectador se vê frustrado ao descobrir, no meio do filme, que a história do casal coadjuvante é mais interessante do que a trama do casal protagonista. 
     Mas mesmo com essas falhas, o roteiro tem diálogos muito bem escritos, e consegue com eficiência transmitir as emoções ao espectador. 


FOTOGRAFIA/CORES/EFEITOS VISUAIS:
NOTA: 5,5

O que dizer sobre a fotografia desse filme? Se estivéssemos falando de uma produção pequena ou com orçamento “baixo” Seamus McGarvey teria feito um ótimo trabalho, mas, como é um filme da 20th Century Fox fica difícil elogiar algo que teria um potencial tão grande. 

      Sim, o filme tem um aspecto muito bonito, mas a câmera me pareceu preguiçosa e, dessa forma, a palavra ‘cenário’ foi a que mais pulava na minha cabeça. Não tem nada de errado em montar um cenário para a gravação de um filme, isso é ótimo, na verdade. O problema é como você acaba o usando e em qual intensidade. O filme acabou trabalhando com 3 lugares-chave onde a trama toda acontecia, e com quase nenhum movimento de câmera diferente.
      Ok, temos que dar um crédito para a fotografia e efeitos visuais de números musicais como ‘A Million Dreams’ e “Tightrope”, ou para os takes de “Rewrite The Stars”. Mas fora isso, tudo pareceu muito pouco pobre perto do que Hollywood é capaz de fazer. Além disso, efeitos visuais mal feitos foram usados, como um Chroma Key que não enganou ninguém e a computação gráfica de alguns animais que, claramente, não eram reais.

DIREÇÃO
NOTA: 7,5

      Chegamos a uma parte que realmente impressionou. Mesmo com os problemas citados acima influenciando negativamente nessa parte, os atores e os números musicais foram muito bem elaborados e dirigidos. Ocasionando que, conforme a energia que o filme queria transmitir mudasse, os atores, com a ajuda da trilha sonora, eram capazes de transmitir essa ‘nova vibe’ ao público. O que fez com que, mesmo apresentando esses vários defeitos (ou oportunidades perdidas) acima, o filme ainda agradasse a audiência. 

TRILHA SONORA
NOTA: 10

      “Wow!” é o que eu tenho a dizer sobre essa trilha sonora mágica! Mesmo com alguns problemas de variação de volume, as melodias e letras das músicas encantam muito aos espectadores e nos fazem querer dançar, cantar, pular ou chorar... A mágica da música é um dos fatores que “salva” o filme e o torna uma experiência tão agradável. 

CONCLUSÃO:


      O Rei do Show é um filme que vale a pena ser assistido, serão algumas das horas mais divertidas da sua vida, pois é um filme mágico, engraçado, contagiante e emocionante. E, assim como dito no título da crítica, é um filme que conquista corações, eu confesso que saí chorando do cinema, e depois comecei a pular de alegria no estacionamento do shopping (sim, sou desses). 
      Contudo, reforçando o que foi falado durante toda essa análise do filme, O Rei Do Show tem uma gama de falhas técnicas, as quais provavelmente irão lhe custar uma série de prêmios como o Oscar e isso é uma coisa muito interessante, visto o fato de que o protagonista do filme (P.T. Barnum) discutiu durante toda a duração do longa algo muito intrigante: "O que é Arte?". Em sua trajetória como o rei do show, o personagem bate de frente com a mídia corporativa e os críticos burgueses que insistem em colocar somente o erudito e técnico como forma válida de expressão artística, enquanto nosso protagonista defende que a arte deve ser feita para provocar sentimentos e entreter pessoas. Dessa forma, ao premiar ou não "O Rei do Show", indiretamente, a Academia estará tomando uma posição nessa discussão que já dura há séculos. 

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