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A sexta temporada da série veio com a mágoa das bruxas e a fúria dos espíritos. 

      Criada por Ryan Murphy com inspiração no poema épico A Divina Comédia, American Horror Story estreou em cinco de outubro de 2011 no canal FX e, desde então, consolidou-se como uma das séries de terror/suspense de maior audiência da TV americana. 
      Com formato não-linear, e, à primeira vista, sem conexão entre as temporadas, AHS manteve o mesmo núcleo de atores (com poucas modificações) desde sua primeira temporada, o que fez com que, sempre nos surpreendêssemos com as performances dos atores que conseguiam sair de um personagem e ir para outro drasticamente diferente, com muita facilidade. 


      Cinco anos depois, chegou à TV americana, a sexta temporada da série, agora sobre Roanoke, a colônia perdida na Virgínia (clique aqui para saber mais). Dessa vez com um formato totalmente diferente, AHS, passa a ser narrada pelos personagens vítimas de acontecimentos sobrenaturais, numa espécie de documentário. Veja a sinopse:
Parte I:
Apresentada como uma série de documentários intitulada My Roanoke Nightmare, a história segue o casal Shelby Miller e Matt Miller que se mudam de Los Angeles para uma casa em Roanoke, na Carolina do Norte. Assim que se instalam, Shelby e Matt passam a presenciar atividades paranormais e a serem assombrados por um espírito de uma mulher (Butcher/ Açougueira) que se dizia dona das terras. Após algum tempo, é revelado que aquele local era a Colônia Perdida de Roanoke, liderada pela Açougueira e pela bruxa Scáthach.
Parte II:
Depois do seu grande sucesso nos Estados Unidos, My Roanoke Nightmare é renovada para uma segunda temporada Intitulada Return to Roanoke: Three Days in the Hell, que traria os atores que interpretaram os “sobreviventes” durante a simulação do documentário e os sobreviventes, de volta para a casa assombrada durante três dias. ”

      A sexta temporada de American Horror Story foi inspirado na quinta parte do inferno,  "Anger" (raiva em inglês) de acordo com o poema épico "A Divina Comédia" e é disso que a história trata, da raiva dos personagens, vivos ou não.
     Ryan Murphy realmente conseguiu compensar pela falta de terror das últimas duas temporadas (Hotel - 5ª e FreakShow - 4ª) que tiveram uma trama com muito suspense, porém pouco terror de fato, e com isso, ganhou de volta (e superou) a audiência que havia perdido também nessas duas últimas temporadas. 
     A direção de fotografia e o núcleo de design da série criou uma identidade visual própria dessa temporada  que corroborou perfeitamente com o que tinha que ser transmitido, de forma que, tanto na Parte I quanto na Parte II conseguiu-se manter a "realidade" com a qual estavam comprometidos os personagens. 



     Com a maior violência visual já exibida pela série até agora, Roanoke expressa com maestria os ideais de raiva presentes no poema que serviu de inspiração para Ryan Murphy para criação de toda a série. Por isso, é uma das temporadas que mais causou medo, e sentimentos de nojo e repulsa em seus expectadores. Além das cenas de esquartejamento, tortura, decapitação, canibalismo e estupro,  Roanoke também exibiu (com um certo excesso) vários jumpscares, e planos sequência de tirar o fôlego. E, como se é esperado todo ano desde Murder House, Roanoke contou com efeitos especiais ultra-realistas e uma atmosfera sempre tensa foi mantida do primeiro ao último episódio. 


      Essa temporada também contou com a participação de Lady Gaga, que deu vida à primeira Supreme Witch, que originaria todas às outras até os dias atuais de Coven na 3ª parte do seriado. E, também exibiu várias referências às temporadas anteriores, mais uma vez confirmando a teoria que, embora não ligadas diretamente, todas as partes de AHS acontecem dentro do mesmo universo. 

"... vi no lameirão, todas nuas, gentes demonstrando irada mágoa. Estavam-se a esmurrar, não só de mão, mas com a cabeça, o corpo todo e os pés, lanhando-se com dentes de roldão”, descreve Dante. 
      Mágoa e Fúria são os definidores desse sexto fragmento da série, visto o fato de que as ações de todos os personagens foram motivadas por esses sentimentos que são o instrumento central de dissertação na quinta parte de "A Divina Comédia." Por isso, toda a violência exibida se é plausível não só ao conceito da série, mas, principalmente plausível à estória que Murphy está montando, peça por peça, como um quebra-cabeça, que temos a esperança de entender na nona temporada!


      Misturando a excelência técnica, ao roteiro impecável e um elenco extraordinário, a season 6 de AHS merece que você aperte play no seu serviço de streaming e aproveite 10 episódios de pura tensão, terror psicológico e carnificina!

Confira o Trailer: 


Matheus Pataro Soares

    

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