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Sobre a PEC 241 e como ela vai acabar com a educação

  Já estava com saudades de tratar de política aqui no blog e essa situação pede para ser comentada.
    Pouco tempo atrás, o Brasil sofria um Golpe de Estado, não, não foi um processo de impeachment, foi um golpe. Esse golpe, trouxe ao poder o então vice-presidente Michel Temer, que carregou consigo, toda a turminha branca, hetero, cis, e, é claro, macho para o mais alto cargo possível, a presidência. E então, Michelzinho, que, tinha como obrigação em caso de ausência da sua presidenta, seguir o plano de governo que o povo brasileiro votou, resolveu aproveitar, e invalidar, mais uma vez, 54,5 milhões de votos.
   Não bastasse isso, disse que para melhorar a situação do país tinha que cortar gastos, e então, decidiu que o melhor jeito de fazê-lo, não era cortar gastos com propaganda (o que ele, na verdade, aumentou), é congelar os gastos com educação. (os estudantes são uma das partes que mais resiste ao governo dele) Foi então proposta a PEC 241 que sucateia, ainda mais o ensino público, por 20 anos.
  A PEC 241 prevê que os gastos com educação devem ser limitados ao valor do ano anterior corrigido pela a inflação. E, com isso, ela restringe os investimentos nas escolas municipais, estaduais e federais, piorando a situação do ensino no país.
Para se ter uma ideia do como isso afeta as escolas, recentemente, um estudo feito pela UFMG, avaliou os possíveis danos que a PEC poderia causar à faculdade se a mesma estivesse em vigor desde 2006:
“No primeiro ano da série, em 2006, não haveria perdas, mas já em 2007 a Universidade teria sido impedida de realizar gastos em custeio e investimentos no valor de R$ 19,8 milhões. Essa diferença cresceria nos anos seguintes, chegando a R$ 159,8 milhões, em 2013, e a R$ 90,6 milhões, em 2015”, explica o pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento, Hugo Cerqueira.
E tem mais:
“Nos dez anos da série, o total das perdas teria alcançado R$ 774,8 milhões, valor que equivale a cerca de quatro vezes o valor das despesas realizadas em 2015”, sentencia o reitor.

"Ah, mas a situação em que o país está, temos é que cortar gastos mesmo"

Concordo. Mas temos que lembrar, que educação é investimento! E, que há inúmeros gastos que podem e devem ser cortados, nos quais "Michelzinho e sua trupe" nem pensaram.
  1. Para assegurar que seu projeto fosse aprovado, Temer, ofereceu um jantar caríssimo no Palácio do Planalto. 
  2. R$368,5 milhões foram gastos com propaganda em 2016, e, Temer, está aumentando ainda mais esse valor.
  3. 43,5 bilhões de reais foram gastos em 2015 com pensão para filhas de servidores (exército).
Esses três acima, são só alguns, dos exemplos de cortes que precisam ser feitos e não são. Qual o motivo? Iriam cortes no judiciário causar uma cassação do Michelzinho? Ou cortes no exército, golpearem um golpista? Eu não sei... Mas vale a pergunta.,,

Um comentário:

  1. Realmente educação é investimento, é algo essencial se queremos ter um país decente - e talvez por isso mesmo essa palhaçada tenha sido feita. Um absurdo limitar os gastos dessa forma, com certeza muitos cortes podem ser feitos, mas esse de forma alguma.

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