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Resumo:
O livro de Jay Asher, os 13 porquês, é um suspense investigativo contado na 1ª pessoa pelo protagonista, Clay.
Clay está no Ensino Médio (High School) e é um garoto tímido, que, após algum tempo do suicídio de Hannah, (por quem ele era apaixonado, mas não havia tido a coragem de se declarar), recebe um pacote com algumas fitas e, ao ouvir a primeira, ele percebe estar escutando às razões pelas quais Hannah cometeu suicídio. Segundo ela, são 13 pessoas as ‘culpadas’ de tudo, e, cada lado de cada fita é referente a uma pessoa.
Quem receber a caixa deve ouvir todas as fitas até chegar sua vez, e depois, ouvir somente a da próxima pessoa para saber para quem deve enviar o pacote. Caso a sequência seja interrompida, os segredos alí presentes serão revelados de forma escandalosa.
Olá,  meninos e meninas.  Quem fala aqui  é Hannah  Baker.  Ao  vivo e em  estéreo.
Não acredito.Sem promessa de retorno. Sem bis. E, desta vez, sem atender aos pedidos da platéia.
Não posso acreditar. Hannah Baker se matou.Espero que vocês estejam prontos, porque vou contar aqui  a história da minha vida. Mais especificamente,  por que ela chegou ao fim. E, se estiver escutando estas fitas você é um dos motivos.Que? Como assim?Não vou dizer qual fita tem a ver com sua participação na história. Mas, não precisa ter medo. Se você  recebeu essa caixinha bonitinha, seu nome vai aparecer…Eu prometoAfinal, uma garota morta não mentiria.Espera aí! Isso está parecendo uma piada.  Por que uma garota morta não  mentiria? Resposta:  porque ela  não pode mais falar!Será que é um bilhete de suicídio às avessas?Vai, pode rir.Tudo bem. Eu achei engraçadoAntes de Hannah morrer, ela gravou este monte de fitas. Mas por quê?As regras são bem simples. São só duas. Número um: você escuta. Numero dois: você repassa. Espero que nenhuma delas seja fácil para você [...]
… um: você escuta. Número dois: repassa. Espero que nenhumas delas seja fácil para  você.Quando terminar de ouvir os treze lados – porque há treze lados para toda história – rebobine as fitas coloque– as de volta na caixa e repassa– as para quem vier depois da sua história. E você, que é o ferlizardo número treze, pode levar as fitas direto para o inferno. Dependendo da sua religião, talvez eu encontre você por láCaso você se sinta tentado a romper as regras. Saiba que fiz uma cópia das fitas. Essas cópias serão liberadas de uma maneira bem escandalosa se o pacote não passar por todos vocês.Não tomei essa decisão no calor do momento. Não me menosprezem…mais uma vez.Não de modo algum ela poderia pensar nisso.
Vocês estão sendo observados.
Os 13 Porquês – Jay Asher (págs. 12-14)
A obra:
Contada em dois dias, a obra entrelaça as estórias de Clay e Hannah através de um suspense muito bem arquitetado e de um cenário bem estruturado.
“Os 13 Porquês” traz uma ótima experiência de leitura, ‘sugando’ o leitor para dentro do livro e fazendo com que o mesmo se sinta o protagonista.
Aos poucos a trama consegue nos tomar por completo, Asher nos conquista com seu jogo de palavras e sua forma de contar a estória de modo que “Clay” se torna o segundo nome de quem está lendo, pois passamos a sentir, falar, pensar e agir como ele. “Hannah” passa a ser nossa melhor amiga, a menina pela qual nos apaixonamos na infância, mas com quem nunca tivemos um relacionamento.
E o livro passa a ser nosso xodó, e a ter um lugar especial em nossa estante.
“Os 13 Porquês” é, com certeza, uma história fascinante e que merece ser lida por todos.
Verossimilhança:
O tema tratado de forma tensa por Asher não é tópico da ficção.
Segundo a Folha de São Paulo, em 2013, 7,2% dos jovens no 3º ano do E.M. relataram terem sofrido bullying e 20,8% praticado. Parece pouco, mas exemplificando: Em uma escola com 500 alunos, 36 dele sofreriam bullying e 104 o praticariam.
Expondo a realidade das relações interpessoais nas escolas, Asher consegue denunciar o bullying de forma explícita e criticar a sociedade de modo geral. Cutucando a ferida, ele aponta a hipocrisia, o machismo, a misoginia e muitos outros pontos que, claramente prejudicam um indivíduo considerado “diferente”, mas que nunca são vistos como problemas e, sim, como coisas comuns.

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