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O comportamento nas escolas é o reflexo da sociedade:

O Brasil é preconceituoso?

O nosso "país miscigenado" é, ironicamente, preconceituoso.
Num país onde Jair Bolsonaro é apoiado para presidente e onde o "Estado Laico" tem uma bancada Evangélica, não é de se surpreender que o preconceito seja um dos traços mais fortes. 
Mas hoje eu não vou nem falar sobre como o Catolicismo teve grande influência na estruturação desse preconceito, hoje eu to aqui pra falar do AGORA
Quem me conhece sabe que atitudes e/ou discursos preconceituosos me irritam profundamente, e, também sabe que eu procuro me informar sobre os assuntos antes de defecar pela boca.
Atualmente, tenho presenciado com muito mais frequência e, muito mais de perto o preconceito. O preconceito com tudo e todos, que é ditado pela sociedade e absorvido pelos jovens. O machismo, a misoginia, a homofobia, a necessidade re rotular tudo e todos, além da disseminação dos esteriótipos, são, infelizmente, coisas que eu tenho presenciado.

ONDE?

Agora é a hora que vocês me perguntam onde... Onde? Em todos os lugares, mas principalmente na minha escola... Sim, uma escola federal, onde espera-se que as pessoas tenham um nível de escolaridade mais alto (pois, infelizmente, é assim que o Brasil funciona - a educação de qualidade é limitada) e a mente mais aberta, onde espera-se que essas pessoas tenham aberto, ao menos uma vez na vida, o livro de história (ou o de sociologia).
Desde quando comecei a desligar o som dos fones de ouvido e, a ouvir, realmente, o que as pessoas falam, eu pude "me provar" que o machismo não é "invenção de feminazi", como os próprios machistas afirmam. que o homofóbico não está "exercendo seu direito à liberdade de expressão", ele está sendo homofóbico, 'Oras!' e que o racista não deixa de o ser, por ter amigos negros, ele deixa de ser racista, quando ele para de ser idiota!

Mas, hoje eu quero falar de machismo... machismo, misoginia e homofobia!

 Quando se tem 31 alunos em uma sala, sendo somente, 7 meninas, fica difícil de o feminismo dominar (isso não foi estereótipo, apenas um fato), por esse motivo, vocês já devem imaginar o tamanho do discurso machista/misógino/homofóbico  que temos quando os marmanjos resolvem reunir-se aos intervalos, (sinceramente, eu poderia citar mais 20 tipos de discursos de ódio que se apresentam durante esses intervalos).
Frases do tipo "É puta" são as mais razoáveis nesses 'encontros', onde tudo o que o feminismo conquistou até hoje, parece ser desconstruído com frases de duas, três palavras... E a desconstrução do movimento LGBT não fica pra trás: "Ô viado", "Aquele viadinho dá o c#!" são alguns dos exemplos.

E não adianta discutir... não tem como convencer: 

Pessoas que estruturam seus pensamentos e ideologias em conceitos quebrados da família tradicional, em "'"verdades""" de políticos preconceituosos e que não sabem discutir amigavelmente sem passar para o lado pessoal, possuem os mesmo perfis de alunos de 14 a 16 anos numa escola federal.
E isso, é inaceitável! Uma misoginia tão grande, que desperta a hipocrisia de uma forma tão cega que o argumento para a mulher ser chamada de 'puta' é puro e simplesmente baseado no fato de ela gostar de sexo e não ter um pinto.
Estou falando desse perfil de pessoas, intransigentes... Onde a ignorância e o preconceito conseguem se sobrepor à qualquer outra característica boa ou ruim que este indivíduo apresente... E, não, não venha com "respeite minha opinião" e "não precisa concordar, só respeitar", porque uma opinião digna de respeito, respalda-se em argumentos sólidos (ou lógicos) e que tenham alguma referência real. 
Por exemplo: não discuta a descriminalização do aborto comigo dizendo que de acordo com sua religião é errado. O estado é LAICO e não tem nada a ver com sua religião.

Vamos acordar pra vida! (Vou explicar direitinho pra ver se vocês entendem:)
1) A vida do(a) coleguinha não te diz respeito, muito menos a vida sexual dele/dela;
2) 'Puta' não é uma ofensa, é uma profissão;
3) Gostar de sexo não te faz pior nem melhor que ninguém;
4) Ser homem/mulher também não;
5) Meninas, tá na hora de levantar a voz!;
6) O brasileiro precisa parar de ser hipócrita;

A opressão constante do diferente e a disseminação do ódio entre os adolescentes são uma das coisas que mais me preocupa sobre o futuro. Afinal, se a sociedade no futuro for o reflexo dessa, a qual tenho observado diariamente, não sei se quero viver no futuro.

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